domingo, 3 de janeiro de 2016

Biologia II - Evolução biológica

EVOLUCIONISMO E FIXISMO

O fixismo era uma teoria que defendia que os seres vivos eram imutáveis ao longo do tempo e que eram independentes quanto à sua origem.

Existem duas correntes de pensamento fixistas o espontaneísmo e o criacionismo.

Espontaneísmo

Teoria defendida principalmente por Aristóteles (séc. IV A.C.).

Explicava que a vida podia surgir por geração espontânea, a partir de matéria inerte, por ação de um "princípio ativo".


Criacionismo

Defende que a origem da vida e a diversidade biológica tem origem divina.
Segundo o criacionismo o mundo vivo apresenta tantas espécies quantas as que saíram da mão de Deus num ato único de Criação. Posteriormente, as espécies mantiveram-se fixas e imutáveis.

Naturalistas como Lineu (séc. XVIII) foram grandes adeptos do Criacionismo.

Para combater as primeiras ideias transformistas, que se baseavam por exemplo no aparecimento de fósseis (evidenciavam que os seres vivos se extinguiam e a existência de seres que não existem atualmente) surge uma explicação fixista e criacionista, o catastrofismo de Cuvier (séc. XVIII). Para este naturalista, durante a história da Terra houve cataclismos, como o dilúvio bíblico, que destruíram a fauna e a flora dessas épocas. Posteriormente dar-se-ia a recolonização dessas regiões por animais e plantas provenientes de outros locais. Estes acontecimentos justificavam as descontinuidades observadas no registo fóssil.
(In: http://www.babelio.com/livres/Vienot-Georges-Cuvier; 09-12-2015)

(In:http://pt.slideshare.net/beaduro/lesson-17-beginning-of-evolurionary-theories, 09-12-2015)

Vídeo de:https://www.reseau-canope.fr/tdc/tous-les-numeros/darwin-et-le-darwinisme/videos/article/cuvier-et-la-catastrophisme.html, 09-12-2015)

Evolucionismo

A partir do século XIX, uma série de pensadores passou a admitir a ideia da substituição gradual de espécies. Esta corrente de pensamento, transformista, que lentamente foi ganhando adeptos, explicava a adaptação como um processo dinâmico, ao contrário do que propunham os fixistas.

Vídeo - Lamarck o transformista
https://www.reseau-canope.fr/tdc/tous-les-numeros/darwin-et-le-darwinisme/videos/article/cuvier-et-la-catastrophisme.html



Século XIX - um século em mudança

- Os astrónomos argumentam que a Terra não é o centro do Universo.
- Newton elabora explicações matemáticas para o movimento dos planetas.
- Os descobrimentos marítimos trouxeram para a Europa grande diversidade de animais e plantas até aí desconhecidos.
- Através dos geólogos Hutton e mais tarde Leyll apareceu o Uniformitarismo, com o princípio das causas atuais e com o gradualismo.
- A existência de lacunas estratigráficas, permitiu justificar a ausência de formas fósseis intermédias.
- Erasmus Darwin (avô paterno de Charles Darwin) expõe em Inglaterra as primeiras ideias transformistas.

Vídeo dos contributos da Geologia 
https://www.youtube.com/watch?v=o_wmulBtWlk&list=PLuwoDzE9Ix5M4F5RX5x3wBTCtzonjMeZ8


Lamarckismo

Em 1809, o francês Jean Baptiste Pierre Antoine de Monet, cavaleiro de Lamarck propôs uma teoria para explicar a evolução dos seres vivos.

Segundo Lamarck, uma alteração no meio ambiente provocaria nas espécies necessidade de se modificarem, o que levaria à evolução.


Lamarck baseou a sua teoria em dois princípios fundamentais:

- a lei do uso a desuso - quanto mais uma parte do corpo ou órgão é usada, mais esta se desenvolve; o contrário também se verifica, se certas partes do corpo ou órgãos não são usadas enfraquecem, atrofiam chegando até a desaparecer.

- a lei da herança dos caracteres adquiridos - qualquer animal poderia transmitir aos seus descendentes as novas características que se atrofiavam pelo desuso ou se desenvolviam pelo uso.

Darwinismo

Charles Darwin (1809 - 1882) foi um naturalista britânico que alcançou fama ao propor uma teoria para explicar como ocorre a evolução das espécie através da seleção natural.

Darwin sempre manifestou um grande interesse pela história natural. Começou por estudar medicina, mas como não o cativava, acabou por estudar Teologia.

Realizou uma viagem de cinco anos a bordo do HMS 

Beagle que lhe permitiu obter informação importantíssima 

para a construção da teoria da Seleção Natural.


As observações que Darwin fez da natureza ao longo da 

sua viagem, desde a grande diversidade de seres vivos, aos 

vulcões em erupção,  às variações climáticas ao longo 


da latitude, aos vestígios fósseis, à fauna 


flora das Galápagos.... levaram-no a construir 


teoria da Seleção Natural.



Escreveu o livro, "A Origem das Espécies(On the Origin of 


Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of 

Favoured Races in the Struggle for Life
), onde descreveu 

a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por 

meio de seleção natural.



Vídeo de:https://www.reseau-canope.fr/tdc/tous-les-numeros/darwin-et-le-darwinisme/videos/article/cuvier-et-la-catastrophisme.html, 09-12-2015)

Alfred Russel Wallace (1823 — 1913) foi um naturalista, 

geógrafo, antropólogo e biólogo britânico.

Wallace escreveu um ensaio no qual praticamente definia as

 bases da teoria da evolução

e enviou-o a Charles Darwin, com quem mantinha 

correspondência, incentivando-o,

 deste modo, a publicar a sua obra "

A Origem das Espécies".

bookjacket
(In: http://press.princeton.edu/titles/7109.html, 09-12-2015)


Argumentos de Darwin

http://www.evolution-of-life.com/en/observe/video/fiche/darwin-on-the-evolution-trail.html



Dados que levaram Darwin a construir a teoria da 

seleção natural 


Dados da Geologia

Darwin apoiou-se nos dois princípios do geólogo Charles Lyell (1797-1875): 

- as leis naturais são constantes no tempo e no espaço;

- o presente é a chave do passado. 

Assim, Darwin conclui que tal como acontecia na geologia, também os seres vivos deviam
 ter evoluído de forma lenta e gradual.

Durante a sua viagem no Beagle, Darwin observou erupções vulcânicas e diversos 

fósseis, alguns de animais marinhos nos Andes, permitindo-lhe deduzir que aquele local já

havia estado submerso, verificando por isso que as mudanças geológicas são lentas

 e graduais).


Dados da Biogeografia


Durante a sua viagem no Beagle, Darwin visita as ilhas Galápagos.

Neste arquipélago Darwin observou e estudou atenciosamente tentilhões, lagartos e 
tartarugas. 

Reparou então que apesar destes animais possuírem algumas características 
diferentes, especializadas para diferentes condições ambientais  (água, alimentos, 

clima,...), todos eram muito semelhantes entre si. 

Esta observação permitiu-lhe deduzir que os 

animais observados tinham um ancestral comum a partir do qual divergiram e  

diferenciaram-se de acordo com o ambiente em que viviam.


Seleção artificial


Darwin foi columbófilo, tendo constatado que através da seleção artificial conseguia

obter, através de cruzamentos programados, ao fim de algumas gerações, as 

características desejadas nos pombos. Deste modo, Darwin concluiu que, se ele

consegui selecionar  de forma artificial as características pretendidas nos pombos,

 também a Natureza, de forma mais lenta, conseguia selecionar os indivíduos melhor

 adaptados aos diversos ambientes, chamando-lhe, a seleção natural.


Variabilidade intraespecífica

Darwin apercebeu-se que os indivíduos da mesma espécie apresentam variações 

entre eles.

Estas variações vão sendo progressivamente selecionadas de acordo com o meio 

ambiente.


Crescimento da população humana



Darwin apoiou-se nos estudos de Malthus sobre o crescimento da população humana.

Segundo Malthus, demógrafo e economista, a população humana aumenta de forma mais 

rápida (geometricamente) do que a produção de alimentos e restantes recursos

(aritmeticamente).

Darwin aplicou este estudo para todos os seres vivos, considerando que o crescimento das 
populações era exponencial até as condições ambientais assim o permitirem.

                          (In: http://biogeolearning.com/site/v1/biologia-11o-ano, em 4/01/2016)

                             



Teoria da seleção natural

Como justificar o pescoço comprido das girafas

As ancestrais das girafas, de acordo com o registo fóssil, tinham pescoço mais curto.

Para Darwin havia variações no comprimento do pescoço  da população de girafas 

ancestrais.

Havia girafas com pescoços mais longos e estas alcançavam o alimento dos ramos 

mais altos das árvores. Assim, estas eram mais aptas, pois tinham mais possibilidade 
de sobreviver e deixar descendentes, havendo uma reprodução diferencial.

seleção natural, privilegiando os indivíduos de pescoço mais comprido durante 

milhares de gerações, é responsável pelo pescoço longo das girafas atuais.

As girafas de pescoços mais curtos, como não chegavam facilmente ao alimento, foram

 progressivamente eliminadas da população.


Vejamos agora um caso fácil de compreender, o caso da

cor do pêlos dos ratos.





(a) Seleção direcional - o fenótipo extremo é favorecido e tende a aumentar sua frequência na população.

(b) Seleção disruptiva - os fenótipos extremos são favorecidos em detrimento do fenótipo 

intermédio.

(c) Seleção estabilizadora - o fenótipo intermédio é favorecido.


Simulador de Seleção Natural de insetos


Simulador de seleção natural de coelhos


Documentário - Biografia de Darwin
https://www.youtube.com/watch?v=K3QdmgEv7KE


Lamarckismo vs Darwinismo


Argumentos do evolucionismo

Anatómicos

Baseiam-se em estudos de anatomia comparada, que realça as semelhanças e as
 diferenças das estruturas anatómicas dos indivíduos.

Órgãos homólogos - apresentam o mesmo plano de organização interna e de 

desenvolvimento embrionário, apresentando um ancestral comum.
                               - formam-se por evolução divergente, ou seja, por adaptação a 

ambientes diferentes. Os organismos sofrem pressões seletivas diferentes ao longo

do tempo.
                               - Exemplo: braço do Homem e membro anterior do cão.

Órgãos análogos - não apresentam qualquer semelhança na organização interna logo 

não apresentam ancestral comum.
                                - formam-se por evolução convergente, ou seja, por adaptação a 

ambientes semelhantes. Os organismos sofrem pressões seletivas semelhantes 

adquirindo estruturas com a mesma função.

                                - Exemplo: asas dos insetos e das aves.
Órgãos vestigiais - vestígios de órgãos que já foram desenvolvidos no passado.

                                - Exemplo: o cóccix humano e os dedos laterais dos cavalos.

(Estruturas vestigiais em: http://www.scb.org.br/artigos/FC05.asp)


Paleontológicos

Baseiam-se na análise e na interpretação de fósseis.
Os fósseis de transição correspondem a fósseis de seres vivos que apresentavam

características de dois ou mais grupos atuais, permitindo assim comprovar a existência 

de evolução divergente. Assim sendo, os seres vivos atuais não são independentes 

quanto à sua origem.

Exemplos:
Archeopteryx - possuía características de aves (penas e bico) e réptil (cauda e dentes).

Ichthyostega - possuía características de peixes (barbatana dorsal) e vertebrados

terrestres (patas e pulmões).

Pteridospérmicas - eram fetos com sementes.

Exercício de Exame Nacional - 2003 1ªF, 1ªCh, Grupo I

Bioquímicos
Baseiam-se:
- na semelhança existente entre os compostos químicos orgânicos 

(ex: no número, sequência e tipo de aminoácidos das proteínas);

Citocormo C: http://www.netxplica.com/exercicios/bio11/citocromo.c.htm

    - nas reações de hibridação entre moléculas de DNA;    

    - nas vias metabólicas comuns (ex.: síntese de proteínas, processos respiratórios 

e modos de atuação das enzimas);

    - na universalidade do código genético e do ATP como energia biológica utilizada 

pelas células;

    -nas reações sorológicas, em que se comparam as proteínas, através de reações 

específicas entre antigenes e anticorpos, por mecanismos de aglutinação.


Citológicos

Argumento que mostra que todos os seres vivos são constituídos pelas mesmas 

unidades básicas: as células.

A uniformidade dos processos e mecanismos celulares permitem-nos deduzir que existe

uma unidade evolutiva (ex: as semelhanças entre as estrutura das membranas celulares 

e os processos de divisão celular).

NEODARWINISMO

A teoria Neodarwinista completa a teoria da seleção natural de Darwin, pois consegue 

explicar as causas da variabilidade intraespecífica que Darwin não conseguia explicar.

A variabilidade tem assim duas causas:

- a ocorrência de mutações - são a fonte primária da variabilidade genética; são 

responsáveis pela introdução de "novidade genética".
- a recombinação de genes - pode ocorrer durante a meiose, aquando do 

crossing-over na profase I e da separação dos cromossomas homólogos na anáfase I;

                                               - pode ocorrer durante a fecundação com a junção de 

gâmetas ao acaso.


Exercícios de Exames Nacionais de Biologia 102

Grupo I - Malthus e argumentos bioquímicos
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef2_98.pdf?id=973

Grupo I - Darwinismo e Lamarckismo
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1c1_00.pdf?id=981

Grupo I - Darwinismo e argumentos bioquímicos
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1c2_02.pdf?id=993
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1c2_02.pdf?id=993
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1c1_02.pdf?id=991
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1_06.pdf?id=1011

Grupo I - Seleção Natural
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef2_97.pdf?id=967
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1c2_98.pdf?id=971
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1c1_99.pdf?id=975

Grupo I - Argumentos bioquímicos
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1c1_02.pdf?id=991

Grupo I - Argumentos de anatomia comparada
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1c2_99.pdf?id=977
http://bi.gave.min-edu.pt/exames/download/biologia102_pef1_05.pdf?id=1007



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O PAPA-LIMÕES

A pedido dos meus alunos do 8º ano de Ciências Naturais da Escola Secundária de Ponte de Lima, publico a história do Papa-Limões, bem como algumas fotografias do "local do crime".

O limoeiro do meu jardim está a ser atacado por um mamífero, que julgo ser um esquilo, que batizei com o nome de Papa-Limões.

Este mamífero é um especialista em comer a casca dos limões. Mas atenção, não come qualquer limão! Seleciona inteligentemente os limões mais amarelos e descasca-os habilidosamente.

O assaltante do meu limoeiro foi descoberto pela minha cadela, que ao nascer e por do Sol, ladra incessantemente para o topo da árvore. Foi desta maneira que me apercebi que o meu limoeiro estava a ficar despido de limões.

O "Papa-Limões" é um animal crepuscular, pois apenas se alimenta ao início e ao final do dia. Demonstra assim a sua astúcia e precaução, evitando deste modo ser apanhado em flagrante.

A copa do limoeiro está neste momento desprovida de limões maduros, por isso nos últimos tempos, tem de vindo comer aos ramos mais baixos (onde restam limões maduros), arriscando ser apanhado pela cadela.

Como se vê na fotografia, os ramos superiores já não têm limões!

Nas fotografias vê-se um limão quase desprovido de casca!



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada e ciclos de vida

Diversidade de estratégias na reprodução sexuada

Reprodução sexuada nos animais

Gónadas - órgãos onde os animais produzem as células sexuais (gâmetas) necessárias para a sua reprodução.
Masculinas - são os testículos que produzem espermatozóides (gâmetas masculinos).
Femininas- são os ovários que produzem óvulos (gâmetas femininos).

Diversos tipos de Anfíbios realizam fecundação externa, passando depois por metamorfose.

Fecundação externa


http://cursoathenas.webnode.com.br/news/sexo%3A%20por%20que%20faz%C3%AA-lo,%20ou%20n%C3%A3o/ - 25-11-2015


Sincronismo - Os corais lançam simultaneamente os gâmetas femininos e masculinos para garantir a fecundação.
(http://www.comidadecorais.com/reproducao-dos-corais/ 25-11-2015)


Dimorfismo sexual
http://dimorfismosexualmuseudaciencia.weebly.com/aves.html - 25-11-2015

http://dimorfismosexualmuseudaciencia.weebly.com/aves.html - 25-11-2015

As ténias realizam autofecundação pois são hermafroditas.
http://www.saudemedicina.com/teniase/ - 25-11-2015

A fecundação interna ocorre no interior do corpo da fêmea.

https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3pula_(biologia) - 25-11-2015

Reprodução sexuada nas plantas

Para que ocorra reprodução nas plantas com flor, é necessário que ocorra primeiro a polinização.

http://www.boticasparque.pt/dados.php?ref=abelhas - 25-11-2015

Polinização anemófila

http://esjciencias.blogspot.pt/2014_10_01_archive.html - 25-11-2015

Polinização entomófila

http://www.aprenda.bio.br/portal/?p=7078 - 25-11-2015


http://www.colegioweb.com.br/vegetais-superiores/polinizacao.html - 25-11-2015


Ciclos de vida


Os ciclos de vida dos seres vivos que se reproduzem sexuadamente podem ser:

- haplontes; ex: espirogira
- haplodiplontes; ex: polipódio (feto)
- diplontes. ex: animais

Ciclo de vida da espirogira (alga verde) - Haplonte

Caracterização da espirogira


É uma alga verde (possui clorofila), não ramificada, constituída por células cilíndricas colocadas topo a topo.
Esta alga vive em ambientes de água doce, fundamentalmente em charcos e regatos.
Possuem cloroplastos enrolados em espiral (daí o seu nome).
Quando as condições são favoráveis, reproduz-se assexuadamente, por fragmentação; em condições desfavoráveis reproduz-se sexuadamente.


A reprodução assexuada é mais proliferativa, não contribuindo com variabilidade genética.


Na Reprodução sexuada da espirogira forma-se um zigoto, como se vê na fotografia.



Atração sexual da espirogirahttp:///watch?v=fZYAVIRedzM

Exercício: http://www.netxplica.com/exercicios/bio11/ciclo.vida.espirogira.htm

Características do ciclo de vida da espirogira (e da clamidomonas)

- É um ser haplonte, sendo zigoto a única célula diplóide;
- A meiose é pós-zigótica.
- Relativamente aos gâmetas, existe isogamia morfológia e anisogamia funcional.

Ciclo de vida do polipódio - Haplodiplonte

Caracterização do polipódio

É familiarmente conhecido por feto.
É uma planta muito comum na nossa zona, predominando em locais húmidos e sombrios, tais como zonas arborizadas, muros velhos, telhados, etc.
São plantas vasculares sem semente.
Na parte subterrânea possuem um rizoma com raízes.
Possuem, as folhas muito desenvolvidas e estas possuem o limbo dividido em folíolos.
As folhas nascem enroladas e desenrolam quando se desenvolvem, o que lhes permite resistir a dessecação.

Na imagem observa-se um polipódio.












A planta adulta representa o esporófito, as suas células são diplóides.
Na página inferior das folhas existem soros, que são formados por conjuntos de esporângios.

Os esporângios contém no seu interior células-mãe de esporos, que são diplóides. Estas sofrem meiose, originando estruturas haplóides, os esporos. Por isso, a meiose é pré-espórica.



Na imagem observa-se a fecundação dos Musgos (Briófitas).
Tal como no polipódio, a fecundação é dependente da água, pois o anterozóide tem de nadar para fecundar a oosfera, que se encontra no arquegónio.


protalo (gametófito) é monóico, pois apresenta na mesma estrutura anterídeos e arquegónios.


Diversos vídeos de ciclos de vida do polipódio
http://www.youtube.com/watch?v=xN8c_X0LNcg&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=eZ40LDWt678
http://www.youtube.com/watch?v=7a4KBBCh9rM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=V81eh5hcJsc&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=GlARyE8zqO4RyE8zqO4

http://www.netxplica.com/exercicios/bio11/ciclo.vida.polipodio.htm

Catapulta de esporos - https://www.youtube.com/watch?v=GFsYessBD7A

Constituição de uma flor
Observação das estruturas reprodutoras



Morfologia de um estame de Lilium


Morfologia de um carpelo de lilium


Estigma de uma sardinheira





Ciclo de vida de um mamífero - Diplonte

Características do ciclo de vida dos mamíferos


- É um ciclo diplonte, sendo os gâmetas as únicas células haplóides, a meiose é pré-gamética.

- A fase diplóide é a mais desenvolvida do ciclo.


Exame Nacional de Biologia e Geologia 1ª Fase, 2008

GRUPO IV

Crepis sancta é uma planta herbácea espontânea que cresce frequentemente nos canteiros dos passeios, ambiente urbano com populações fragmentadas, muito distinto do ambiente campestre com populações não fragmentadas, de onde esta espécie é originária. Foi observado que, uma vez instaladas, as populações urbanas de Crepis sancta passam a reproduzir-se essencialmente por autofecundação, dado que existem poucos insectos no ambiente urbano.
Esta espécie produz dois tipos de sementes: umas pequenas e plumosas, que se disseminam pelo vento, e outras maiores e pesadas, que caem junto da planta-mãe.
Durante o processo de dispersão, todas as plantas perdem estruturas de propagação, que se disseminam para locais onde não originam descendentes (custo de dispersão).
No sentido de compreender melhor o modo como as populações de Crepis sancta se adaptam aos ambientes alterados pela urbanização crescente, foram efectuados estudos sobre os seus processos de reprodução (Estudo I) e de dispersão (Estudo II).

ESTUDO I
Foram cultivados em estufa, separadamente e em condições semelhantes, grupos de plantas urbanas e de plantas campestres.
Verificou-se que, nestas condições, nenhum dos grupos recorreu à autofecundação.
Concluiu-se, assim, não ter havido uma evolução do processo reprodutivo ao nível da fecundação porque a predominância de autofecundação não foi conservada de uma geração para outra.

ESTUDO II
Foi demonstrado que, nos canteiros urbanos, as sementes leves têm menos 55% de possibilidades de germinarem, uma vez que caem sobre um substrato (alcatrão, cimento) que não lhes permite a germinação.
Foram cultivados em estufa, separadamente e em condições semelhantes, grupos de plantas com origem nos dois tipos de populações (urbanas e campestres) que, no período de floração, foram polinizadas por um insecto, Bombus terrestris.
Verificou-se que as plantas dos canteiros urbanos produziram um número de sementes pesadas significativamente maior.
Estimou-se, usando um método adequado, que as alterações verificadas nas populações urbanas se instalaram num prazo curto, de 5 a 12 gerações de selecção.
Concluiu-se que, nas populações urbanas, o elevado custo de dispersão provocou uma adaptação no sentidon da produção de um maior número de sementes pesadas, diminuindo a sua dispersão.

1. Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmações seguintes, relativas aos estudos efectuados com Crepis sancta.

(A) A quantificação das sementes de plantas urbanas e campestres foi feita em ambiente controlado.
(B) Em ambiente urbano, as sementes plumosas permitem maior sucesso reprodutivo.
(C) A produção de um maior número de sementes pesadas é resultado de um processo evolutivo.
(D) Em ambiente urbano, as sementes pesadas permitem maior taxa de germinação.
(E) A variabilidade genética dentro da população de cada canteiro aumenta em poucas gerações.
(F) A polinização cruzada é a estratégia reprodutiva predominante em ambiente urbano.
(G) Em ambiente campestre, o substrato permite a germinação dos dois tipos de sementes.
(H) A estratégia de sobrevivência em ambiente urbano resultou do elevado custo de dispersão.

2. Seleccione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correcta.
Nos estudos efectuados, o cultivo em estufa permitiu aproximar as condições experimentais das condições do ambiente campestre, porque foi…

(A) …aumentado o custo de dispersão.
(B) …cultivada uma população fragmentada.
(C) …estimulada a autofecundação.
(D) …utilizado um insecto polinizador.

3. Seleccione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correcta. 
O estudo II permite concluir, pela quantificação das sementes produzidas, que o meio ______ seleccionou plantas com ______ capacidade de dispersão.

(A) urbano (…) maior
(B) campestre (…) maior
(C) urbano (…) menor
(D) campestre (…) menor

4. A tendência evolutiva para o aumento de produção de sementes pesadas tem permitido a sobrevivência das populações urbanas de Crepis sancta, mas pode conduzir ao desaparecimento destas populações.

Explique esta aparente contradição.




Intervenção humana no ciclo de vida dos seres vivos

As atividades antrópicas têm tido nos últimos anos efeitos negativos no funcionamento dos ecossistemas.

O nº de espécies, o modo como se reproduzem e a evolução das populações têm sofrido alterações devido essencialmente à atividade industrial, à destruição de habitats, aos incêndios, à caça excessiva, ao efeito de estufa, etc...
http://www.theonlinefisherman.com/464-environmental-considerations-and-conversation-issues

http://sciencelearn.org.nz/Contexts/H2O-On-the-Go/Sci-Media/Images/Spray-irrigator

http://jasfbebedouro.blogspot.pt/













terça-feira, 24 de novembro de 2015

Construção de simuladores de erosão

Na aula de Solos construímos simuladores de erosão utilizando materiais simples e de uso corrente, tal como se vê na fotografia.


Objetivos
  • Simular a erosão dos solos com diversas variáveis: 
                      - solo sem cobertura vegetal;
                      - solo com forragem;
                      - solo com erva semeada;

  • Verificar o efeito da chuva na erosão dos solos;
  • Testar que um solo sem cobertura é mais vulnerável à erosão do que um solo cultivado;
  • Verificar que o declive do terreno influencia a erosão;
  • Comparar as águas de escorrência superficial e profunda;


Materiais
  • 3 garrafões pet de 6 litros;
  • 6 porções de mangueira;
  • Sementes de erva;
  • Amostra de solo;
  • Gravilha;
  • Palha seca;
  • x-ato;
  • Tesoura;
  • 1 garrafa pet de 1,5 litros, com a tampa furada (para simular a chuva).
  • Água


Depois dos garrafões estarem abertos lateralmente, coloca-se um pouco de gravilha no fundo. Depois, enchem-se com amostras de solo com igual volume.



Simulador I - sem cobertura vegetal
Simulador II - com cobertura vegetal morta, para simular a forragem com restos vegetais de culturas agrícolas.
Simulador III - solo cultivado com erva.

Ao final de 2 semanas procedeu-se à simulação da erosão.
Para tal, colocaram-se os garrafões inclinados, para simular um solo com declive.
Por baixo das mangueiras colocaram-se provetas para recolher as água de escorrência, tal como se vê na fotografia.


Verteu-se cerca de 750 ml de água em cada simulador, com a garrafa pet de 1,5l.
A tampa da garrafa foi furada, para que a água saísse em esguicho, para simular chuva.


Resultados
Simulador I - Grande volume de água com com grande quantidade de sedimentos recolhidos nas provetas.

Simulador II - Verificou-se a saída de um pequeno volume de água, com uma reduzida quantidade de sedimentos.


Simulador III - Não se verificou saída de água nem de sedimentos.

Tabela  de resultados