quarta-feira, 22 de maio de 2013

Geo II - Recurso geológicos

Exploração sustentada dos recursos geológicos

Recursos renováveis e não renováveis

Exercício
http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/geo11/recursos.geologicos/11.GEO.recursos.geologicos.htm


Combustíveis fósseis

http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/geo11/recursos.geologicos/11.GEO.recursos.energeticos.combustiveis.fosseis.htm

http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/geo11/recursos.geologicos/11.GEO.recursos.energeticos.combustiveis.fosseis.htm

Energia nuclear

http://www.netxplica.com/verifica.o.que.sabes/8.recursos.energeticos.htm

http://www.dynamicscience.com.au/tester/solutions/chemistry/energy/electricalenergy.htm

Energia geotérmica

http://vimeo.com/20875778

Energia eólica

Como funciona

https://www.youtube.com/watch?v=sLXZkn2W-lk

https://www.youtube.com/watch?v=eXejxcW-XGo

Energia hídrica

Recursos minerais

Eletricidade e energia interativo
http://interactivesites.weebly.com/electricity-and-energy.html


Reservatórios de água subterrânea - aquíferos

Aquífero livre e confinado

Tipos de aquíferos
(imagem de http://www.abas.org/educacao.php)

A extração de água de um poço ou de um furo forma, em profundidade, um cone de depressão.
Em zonas costeiras a extração excessiva de água pode levar à contaminação dos aquíferos com água salgada.

(imagem de http://www.dicionario.pro.br/index.php/Cone_de_depress%C3%A3o)
Exercício netxplica
(imagem de http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/geo11/recursos.geologicos/11.GEO.aquiferos.4.htm)
http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/geo11/recursos.geologicos/11.GEO.aquiferos.4.htm

Uma camada de água salobra entre a água salgada e a água doce, não permite que as duas se misturem.
Na figura em baixo:
o corante amarelo representa a água doce, menos densa, localizada à superfície;
o corante azul representa a água salgada, mais densa, localizada em profundidade.


Exercícios
Exame Nacional BG 2008, 1ªF


O ouro é um metal precioso que, em estado nativo, ocorre em pequenas concentrações, na crosta terrestre. Reage com fluidos circulantes e pode aparecer em filões associado a diferentes rochas como, por exemplo, gnaisse ou granito. A alteração das rochas onde estes depósitos de ouro se encontram pode permitir o seu transporte por diferentes agentes.
Em meados do século XIX, os exploradores deste minério acorriam com frequência a zonas onde a sua deposição é maior. Utilizavam bateias (bacia em forma de calote esférica), que permitiam a separação, por gravidade, das preciosas pepitas que se depositavam no fundo. Quando o ouro era recuperado do fundo dos rios, vinha acompanhado de areias, siltes e argilas. Por vezes, as pepitas de ouro encontravam-se agregadas a fragmentos rochosos, utilizando-se mercúrio para a sua extracção
  

1. Classifique como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmações seguintes, referentes à exploração de ouro em ambiente fluvial.



(A) As partículas de ouro de dimensões muito reduzidas (coloidais) são transportadas em suspensão, à mesma velocidade da água.

(B) Nas bateias, a reduzida densidade do ouro facilita a sua separação dos restantes detritos.

(C) As pepitas de ouro, transportadas ao longo de um rio, depositam-se quando a corrente perde energia.

(D) Os depósitos fluviais de onde se extrai o ouro são constituídos por rochas sedimentares quimiogénicas.

(E) Na alteração das rochas que contêm ouro ocorrem processos de meteorização física.

(F) A distância percorrida pelas pepitas de ouro depende da sua dimensão e da energia da corrente.

(G) As amostras de pepitas são tanto melhor calibradas quanto mais a jusante forem recolhidas.

(H) As pepitas de ouro de maiores dimensões são as que mais se afastam da jazida original.
  
2. Seleccione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correcta.

A extracção de ouro realizada pelos exploradores do século XIX provocou…
(A) … impactes ambientais positivos, que ainda hoje se fazem sentir.

(B) … a corrida a este recurso, com o seu esgotamento no planeta.
(C) … alterações na granulometria dos detritos, a montante do rio.
(D) … a contaminação daquela região pelo mercúrio utilizado.



3. Seleccione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correcta.

Uma jazida constitui uma reserva se o minério…


(A) … existir em baixa concentração.
(B) … apresentar viabilidade económica.
(C) … ocupar uma vasta área.
(D) … se encontrar a pequena profundidade.



4. Seleccione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correcta.


Uma intrusão magmática provoca metamorfismo ______, originando ______, a partir de argilito pré--existente.

(A) de contacto (…) corneana
(B) de contacto (…) quartzito
(C) regional (…) corneana
(D) regional (…) quartzito


5. Seleccione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correcta.

A formação de gnaisse ocorre em ambientes onde o principal factor de metamorfismo é a…

(A) … temperatura elevada.
(B) … circulação de fluidos.
(C) … pressão não litostática.
(D) … pressão litostática.


As rochas como materiais de construção


Águas subterrâneas


Exercícios
Exame nacional de BG - época especial 2012

As termas do Carvalhal, situadas no concelho de Castro Daire, no distrito de Viseu, são  abastecidas por dois furos, um com 62 metros e outro com 86 metros de profundidade, apresentando respetivamente uma temperatura da água de 36 °C e de 42 °C. Uma nova captação, a uma profundidade na ordem dos 600 metros, permitiu um aumento da temperatura da água para cerca de 60 °C, perspetivando um aproveitamento geotérmico no aquecimento do balneário e das unidades hoteleiras.

Na região, predominam os granitos. Estes fazem parte de um afloramento ígneo que, em planta, apresenta forma circular, localizando-se as termas do Carvalhal na zona central. A envolver estas rochas, encontram-se maciços de rochas xistentas. Sobre o substrato granítico assentam, ao longo da linha de água, depósitos aluviais, que constituem solos essencialmente arenosos, com alguma matéria orgânica.






O maciço granítico é atravessado por uma grande falha principal vertical e por diversas falhas secundárias, apresentando fraturação de extensão quilométrica. Devido ao facto de o percurso do rio Paiva coincidir com a zona fraturada, esta serve como conduta, facilitando a infiltração da água e provocando a recarga do aquífero profundo.




A Figura 1 representa um esboço em corte do modelo hidrogeológico de água mineral das termas do Carvalhal, evidenciando a recarga a grandes profundidades.



Na resposta a cada um dos itens de 1. a 5., selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.
Escreva, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.


1. Relativamente ao valor médio crustal (1 ºC por cada 33 m de profundidade), as termas do Carvalhal apresentam um gradiente geotérmico mais

(A) baixo e um potencial de aproveitamento energético de alta entalpia.
(B) baixo e um potencial de aproveitamento energético de baixa entalpia.
(C) elevado e um potencial de aproveitamento energético de alta entalpia.
(D) elevado e um potencial de aproveitamento energético de baixa entalpia.



2. A localização das nascentes termais do Carvalhal está associada a
(A) vulcanismo residual recente.
(B) relevantes acidentes tectónicos.
(C) depósitos aluviais de superfície.
(D) ressurgência de águas magmáticas.

3. As águas das termas do Carvalhal provêm de um aquífero cuja zona de saturação ocorre em

(A) depósitos sedimentares orgânicos.
(B) depósitos fluviais arenosos.
(C) rochas plutónicas.
(D) rochas xistentas.

4. A existência do aquífero no maciço de Castro de Aire deve-se à presença de

(A) granitos inalterados que apresentam elevada permeabilidade.
(B) xistos inalterados que apresentam maior permeabilidade que os granitos.
(C) granitos fissurados que apresentam permeabilidade média.
(D) xistos fissurados que apresentam menor permeabilidade que os granitos.

5. Os granitos e os xistos são rochas, respetivamente,

(A) de textura agranular e de textura não foliada.
(B) de textura granular e de textura foliada.
(C) de textura agranular e de textura foliada.
(D) de textura granular e de textura não foliada.

6. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos que, no ciclo das rochas, podem conduzir à formação de uma rocha plutónica a partir de um afloramento rochoso.

Escreva, na folha de respostas, apenas a sequência de letras.


A. Litificação de sedimentos devido, entre outros fatores, ao aumento da pressão litostática.
B. Fusão dos minerais associada ao aumento da pressão e da temperatura.
C. Consolidação lenta do magma em profundidade por diminuição da temperatura.
D. Alteração da rocha devido à atuação dos agentes de geodinâmica externa.
E. Recristalização dos minerais associada à tensão tectónica.


7. Explique em que medida as fraturas do plutonito contribuem para a existência de nascentes de água com temperaturas superiores a 40 °C.



Aquíferos

Exercícios
Exame Nacional BG 2008 1ª Fase - Grupo I




6. As reservas subterrâneas de água formam-se, na crosta terrestre, em contextos geológicos de características bem definidas. O diagrama da Figura 1 representa um possível enquadramento geológico dessas reservas, numa região árida.

6.1. Seleccione a alternativa que completa a frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correcta.
Os aquíferos 1 e 2, esquematizados na Figura 1, são...

(A) … livre e confinado, respectivamente.
(B) … confinado e livre, respectivamente.
(C) … ambos livres.
(D) … ambos confinados.

6.2. Seleccione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correta.









A rocha-armazém do aquífero 1 encontra-se deformada em ______, uma vez que a camada mais ______ ocupa o núcleo da dobra.







(A) sinclinal (…) velha
(B) sinclinal (…) nova
(C) anticlinal (…) velha
(D) anticlinal (…) nova

6.3. Seleccione a alternativa que preenche os espaços na frase seguinte, de modo a obter uma afirmação correta.

A falha esquematizada é ______, originando a ______ do tecto, em relação ao muro.

(A) normal (…) descida
(B) normal (…) subida
(C) inversa (…) subida
(D) inversa (…) descida



6.4. As afirmações seguintes dizem respeito à formação e à evolução dos oásis representados no diagrama da Figura 1.
Seleccione a alternativa que as avalia correctamente.


1. A existência de uma falha impediu o aparecimento de água à superfície.
2. Rochas quimiogénicas surgem, nos oásis, por evaporação excessiva de água.
3. A ascensão de água à superfície nos oásis resulta da elevada pressão hidrostática nos aquíferos.

(A) 2 e 3 são verdadeiras; 1 é falsa.
(B) 1 e 2 são verdadeiras; 3 é falsa.
(C) 3 é verdadeira; 1 e 2 são falsas.
(D) 1 é verdadeira; 2 e 3 são falsas.

6.5. Relacione as características geológicas da região com a formação e a manutenção dos aquíferos  representados no diagrama da Figura 1.





Exercícios
Exame Nacional BG F1 2012


GRUPO III

Hidrogeologia da serra da Estrela

Na serra da Estrela, as condições geológicas constituem uma parte fundamental do sistema hidrogeológico regional, uma vez que controlam os processos de infiltração e de recarga dos aquíferos, o tipo de meio de circulação da água (poroso vs. fissurado), os trajetos de fluxo subterrâneo e a hidrogeoquímica.
Na bacia do rio Zêzere a montante de Manteigas (BZMM), foram estabelecidas várias unidades hidrogeológicas. Nesta região, estão presentes três tipos de aquíferos inter-relacionados, que constam da Figura 3.

(i) Aquíferos superficiais, com circulação de águas subterrâneas normais, constituídos por depósitos de cobertura e por rochas graníticas mais intensamente meteorizadas e/ou tectonizadas sobre rochas graníticas menos meteorizadas e/ou tectonizadas.
(ii) Aquíferos intermédios, com circulação de águas subterrâneas normais, constituídos por rochas graníticas fissuradas.
(iii) Aquíferos profundos, com circulação de águas termominerais, constituídos por rochas graníticas fissuradas.
Segundo este modelo, o sistema hidrogeológico da BZMM pode ser dividido em dois subsistemas interligados: o das águas subterrâneas normais e o das águas termominerais. As primeiras são águas cuja temperatura de emergência se encontra diretamente condicionada pela temperatura do ar, com resíduo seco inferior a 60 mg L–1. As águas minerais são hipertérmicas (com temperatura

máxima registada de 46 °C), com resíduo seco inferior a 170 mg L–1 e com teor em sílica (SiO2) superior a 45 mg L–1.
Figura 3
Baseado em Espinha Marques, J., et al., «Modelação conceptual em Hidrogeologia: um caso de estudo no Parque Natural da Serra da Estrela», Geonovas, n.º 21, 2008

Na resposta a cada um dos itens de 1. a 5., selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.
Escreva, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

1. Os granitos da BZMM sofreram descompressão no processo que conduziu ao afloramento do maciço, formando-se diaclases que

(A) favorecem a resistência da rocha à erosão.
(B) aumentam a superfície de meteorização da rocha.
(C) dificultam a génese de depósitos de cobertura.
(D) diminuem a permeabilidade da rocha.

2. Do ponto de vista químico, as águas subterrâneas normais, consideradas neste estudo, distinguem-se das águas termominerais pelo facto de as primeiras apresentarem uma concentração de resíduo seco

(A) maior e um teor em sílica menor.
(B) maior e um teor em sílica maior.
(C) menor e um teor em sílica menor.
(D) menor e um teor em sílica maior.



3. Grande parte da zona não saturada do sistema hidrogeológico da BZMM, onde ocorre fluxo lateral, apresenta uma camada


(A) de reduzida permeabilidade sobrejacente a uma camada de rocha granítica muito fissurada.
(B) constituída por rocha granítica alterada sobrejacente a uma camada de permeabilidade reduzida.
(C) de elevada permeabilidade sobrejacente a uma camada de rocha sedimentar não consolidada.
(D) constituída por depósito sedimentar sobrejacente a uma camada de elevada permeabilidade.


4. Na BZMM, a recarga do aquífero termomineral é feita preferencialmente pela

(A) infiltração dos fluidos através das estruturas tectónicas regionais.
(B) infiltração dos fluidos através das rochas do aquífero superficial.
(C) circulação dos fluidos nos granitos fissurados do aquífero superficial.
(D) circulação dos fluidos nos granitos meteorizados da zona não saturada.


5. Nos aquíferos livres, em períodos de elevada precipitação, verifica-se


(A) uma diminuição da espessura da zona de aeração, sendo o nível freático mais superficial.
(B) um aumento da espessura da zona de aeração, sendo o nível freático menos superficial.
(C) uma diminuição da espessura da zona de saturação, sendo o nível freático mais superficial.
(D) um aumento da espessura da zona de saturação, sendo o nível freático menos superficial.

6. Faça corresponder cada uma das descrições de rochas da coluna A à respetiva designação, que consta da coluna B.
Escreva, na folha de respostas, apenas as letras e os números correspondentes.
Utilize cada letra e cada número apenas uma vez.



7. A água que circula para as zonas mais profundas do maciço granítico atinge o reservatório hidromineral da BZMM, situado a 3,1 km de profundidade. O tempo de residência dos fluidos no aquífero é bastante longo, havendo um desfasamento de 10 500 anos entre a infiltração nas áreas de recarga e a emergência nas Caldas de Manteigas.

Explique de que modo a profundidade do aquífero e o tempo de permanência dos fluidos no reservatório hidromineral contribuem para a mineralização das águas termominerais da serra da Estrela.






























segunda-feira, 13 de maio de 2013

Bio I - Regulação nos seres vivos

Regulação nervosa e hormonal nos animais

Homeostasia
Sistema nervoso central e periférico
 O sistema nervoso é constituído:

- pelo sistema nervoso central, constituído pelo encéfalo e pela espinal medula;
- pelo sistema nervoso periférico (nervos sensitivos e motores).


  • Os nervos sensitivos ou aferentes conduzem a mensagem até ao órgão integrador.
  • Os nervos motores ou efetores conduzem a mensagem até aos órgãos efetores.


Legenda o neurónio.


Tipos de neurónios

http://www.garyfisk.com/anim/neuronparts.swf
O impulso nervoso ou influxo nervoso é a passagem da informação nervosa através do neurónio. Esta informação tem características eletroquímicas.


Em potencial de repouso, o exterior da membrana do axónio possui carga positiva, enquanto que no interior da membrana a carga é negativa.

Esta diferença de cargas elétricas deve-se à bomba de sódio (Na+) e potássio (K+). Esta "bomba membranar" é responsável por transportar proporcionalmente três iões Na+ para o espaço extracelular e apenas dois iões  K+ para o espaço intracelular, causando por isso um potencial de membrana, encontrando-se a membrana polarizada.  A bomba de sódio e potássio é um tipo de transporte ativo, pois o movimento dos iões Na+ e K+, vai contra o gradiente de concentração, visto que há maior concentração de Na+ no meio extracelular e de K+ no meio intracelular.
Potencial de ação

Quando um recetor ou uma terminação nervosa é estimulada, ocorre uma inversão temporária de cargas na membrana plasmática do axónio, é o potencial de ação e a membrana é fica despolarizada.

Animação de potenciais de ação


Sinapse
A sinapse é uma região de comunicação entre dois neurónios ou entre neurónios e um órgão efetor, tal como uma célula muscular ou célula epitelial glandular, etc.
O espaço extracelular onde ocorre a sinapse denomina-se fenda sinática.
A maioria das sinapses ocorrem entre as terminações axiais de um neurónio e as dendrites do corpo celular do neurónio seguinte.

O neurónio que conduz o impulso nervoso em direção à sinapse denomina-se neurónio pré-sináptico. Os neurónios pré-sinápticos são transmissores de informação. O neurónio a que é transmitido o impulso, através da sinapse, é denominado neurónio pós-sináptico. Os neurónios pós-sinápticos são recetores de informação.


Quando um potencial de ação ocorre, as vesículas fundem-se com a membrana plasmática, libertando por exocitose os neurotransmissores na fenda sináptica.

Estes neurotransmissores apresentam recetores  membranares nos neurónios pós-sinápticos. Os recetores geram modificações no interior da célula recetora, ficando esta estimulada, criando-se assim um novo potencial de ação.

Os neurotransmissores serão novamente captados da fenda sináptica pelo neurónio pré-sináptico.
Legenda a comunicação entre os neurónios.

Animação e exercícios sobre a transmissão nervosa

http://outreach.mcb.harvard.edu/animations/actionpotential_short.swf
Termorregulação
No gráfico observa-se a relação entre a temperatura corporal de um animal endotérmico e de um animal ectotérmico, com a variação da temperatura ambiental.


Vídeo de termorregulação - http://www.youtube.com/watch?v=NJEBfl_LKno
Osmorregulação nos seres humanos
Nos seres humanos os rins são os principais órgãos excretores.


Os rins filtram o sangue, selecionando o que será eliminado através da urina e devolvendo ao sangue o que poderá ser reutilizado.
Nos rins existem cerca de 1 milhão de estruturas denominadas nefrónios, que são a unidade de funcionamento renal.
De um modo geral um nefrónio é = tubo urinífero + vasos sanguíneos, tal como se observa na figura.

Vídeo do sistema urinário - 

http://www.youtube.com/watch?v=vB7tSHqR1eY

 Animação




sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bio I - Utilização dos materiais que chegam às células

Metabolismo celular
O metabolismo celular é considerado de um modo geral, como o conjunto de reações químicas que ocorrem nas células. Estas reações químicas podem essencialmente ser de síntese ou degradação de moléculas, permitindo às células crescerem e reproduzirem-se.
As reações metabólicas podem ser de:
- Catabolismo ou degradação molecular - são reações exoenergéticas, pois verificam-se quebras de ligações químicas de moléculas de complexas e formação de moléculas mais simples. Estas reações levam à produção de ATP.
- Anabolismo ou síntese molecular - são reações endoenergéticas, pois verifica-se a formação de moléculas complexas a partir de moléculas mais simples. Estas reações levam ao consumo de ATP.




Fermentação

A fermentação é um processo anaeróbio (sem o envolvimento de oxigénio) que leva à produção de ATP. Pode ser lática ou alcoólica.

Quer na fermentação alcoólica, quer na lática, ocorrem  duas fases sequenciais:
- a glicólise;
- e a redução do ácido pirúvico.

Caracterização da fermentação lática
  • As reações ocorrem ao nível do hialoplasma.
  • Durante a glicólise há um saldo de 2 ATP e formam-se 2 NADH.
  • A glicose origina 2 moléculas de ácido pirúvico.
  • As 2 moléculas de ácido pirúvico reduzem-se e formam-se 2 moléculas de ácido lático.

  • Este tipo de fermentação ocorre em células eucarióticas musculares, bactérias e alguns fungos (leveduras).

Caracterização da fermentação alcoólica


  • As reações ocorrem ao nível do hialoplasma.
  • Durante a glicólise há um saldo de 2 ATP e formam-se 2 NADH.
  • A glicose origina 2 moléculas de ácido pirúvico.
  • As 2 moléculas de ácido pirúvico descarboxilam (perdem CO2), reduzem-se e transformam-se em etanol.
  • Este tipo de fermentação ocorre em bactérias e alguns fungos (leveduras).


Exercícios
http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/bio10/10BIO3.fermentacoes.htm

http://www.phschool.com/science/biology_place/biocoach/cellresp/glycolysis.HTML

Animações

http://people.cst.cmich.edu/schul1te/animations/fermentation.swf

http://www.phschool.com/science/biology_place/biocoach/cellresp/review5a.HTML



Respiração aeróbia






domingo, 14 de abril de 2013

Geologia II - Deformação das rochas

Deformação das rochas

Na Terra as rochas estão continuamente a ser submetidas a forças que tendem a dobrá-las, torcê-las, ou fraturá-las.
 Comportamento mecânico das rochas

Comportamento elástico

Quando uma força atua numa determinada rocha, ela deforma-se, os seus constituintes mineralógicos são deslocados das suas posições originais. Se esta força não ultrapassar um certo limite crítico os deslocamentos mineralógicos são reversíveis. Assim, quando a força deixa de atuar, os minerais voltam às suas posições iniciais, não se verificando nenhuma deformação permanente.


Comportamento plástico

Se a rocha for deformada para além do seu limite elástico, então já não recuperará a sua forma original quando a tensão deixar de atuar, isto é, a deformação é permanente, diz-se que o comportamento é plástico. Nesta situação, um pequeno aumento da tensão aplicada provoca um elevado aumento da deformação. 


Regime frágil

 Ocorre quando as rochas são rígidas e entram em rutura sem sofrerem deformação plástica.

Regime dúctil

Ocorre quando as rochas em profundidade se alteram, manifestando um comportamento plástico.


Vídeo de rochas (parte II)
 http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=O7SKrQoGgWk

Animação
 http://www.classzone.com/books/earth_science/terc/content/investigations/es1102/es1102page02.cfm


Falhas em Portugal

(Mapa retirado de:http://w3.ualg.pt/~jdias/GEOLAMB/GA5_Sismos/57_Portugal/572_SismicidPort.html)

Sismos em Portugal e no mundo
https://www.ipma.pt/pt/geofisica/sismologia/

Exercício netxplica
http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/geo10/sismologia.2/10.GEO.sismicidade.pt.3.htm

CONSTITUIÇÃO DE UMA FALHA

(Image in: http://www.ceuaustral.pro.br/colonia.htm)

atitude de uma falha é definida por dois parâmetros:

- a direção - que corresponde ao ângulo entre o Norte e uma linha resultante da interseção de um plano horizontal com o plano considerado (diretriz).
- o pendor (ou inclinação) - é o ângulo agudo entre o plano horizontal e o plano considerado, medido perpendicularmente à diretriz.

Exercícios netxplica
http://www.netxplica.com/manual.virtual/exercicios/geo11/deformacoes/11.GEO.falhas.3.htm


Falha normal

O teto sofre descida relativamente ao muro.
Ocorre com a atuação de tensões distensivas.

Falha inversa

O teto sofre subida relativamente ao muro.
Ocorre com a atuação de tensões compressivas.



Falha de desligamento

São falhas resultantes da ação de tensões de cisalhamento.
Os blocos fraturados apresentam movimentos paralelos e laterais à direção do plano de falha.
Não ocorre rejeto vertical.

Animação falha de Stº André
http://www.wwnorton.com/college/geo/egeo2/content/animations/offset_fence.htm




Exercícios


I. Relativamente à figura em baixo:

1. Identifica o teto e o muro da falha.

2. Identifica o tipo de falha.

3. Identifica o rejeto da falha.


(Image in: http://imagem.casadasciencias.org/ver_img.php?id=882&categoria=6&i=25&pagina=3&escolha=2&uid=)




II. Relativamente à figura em baixo:

4. Identifica o tipo de falha.

(Imagem de uma falha na Guatemala retirada de:
http://geomaps.wr.usgs.gov/archive/socal/geology/inland_empire/socal_faults.html)
Photograph of faulted sedimentary rock layers exposed in a roadcut in Guatemala
Exercício 
Teste Intermédio de Geologia 03-03-2009
Grupo I
Numa escala continental, a sismicidade que ocorre na parte central e oriental da Ásia é resultado da colisão das placas Indiana e Euroasiática. A placa Indiana move-se para norte, relativamente à placa Euroasiática, cerca de 50 mm/ano (Figura 1 A).
O sismo ocorreu sob algumas das montanhas mais íngremes e escarpadas da Terra, Longmen Shan, as Montanhas do Portão do Dragão. Esta cordilheira, mais íngreme do que os Himalaias, é o limite oriental do planalto tibetano e resultou da colisão das duas placas. Os dados indicam que o sismo se originou devido ao movimento que ocorreu ao longo da falha de Longmen Shan (Figura 1 B). O sismo reflectiu as tensões tectónicas resultantes da convergência do planalto tibetano com a bacia de Sichuan.


1. Seleccione a alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correcta.

O sismo de Sichuan teve a sua origem no _______ e foi consequência de os materiais terem ultrapassado o seu limite de _______.

(A) epicentro (…) elasticidade.
(B) hipocentro (…) elasticidade.
(C) epicentro (…) fragilidade.
(D) hipocentro (…) fragilidade.


4. Seleccione a alternativa que contém os termos que preenchem, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correcta.

O sismo de Sichuan, que resultou do movimento ao longo da falha de Longmen Shan, localizou-se numa zona _______ e foi consequência do movimento entre duas placas cujo limite é _______.



(A) intraplaca (…) convergente.

(B) interplaca (…) divergente.

(C) interplaca (…) convergente.

(D) intraplaca (…) divergente.



Grupo II

A Rocha da Pena (Figura 2) localiza-se no Algarve, próximo de Salir, no concelho de Loulé, e está referenciada como Sítio Classificado, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 392/91, de 10 de Outubro. Trata-se de um património geológico que importa valorizar e divulgar como um georrecurso cultural, não renovável, e que deve ser preservado e legado como herança às gerações futuras. Apresenta diversas unidades litoestratigráficas, entre elas, a formação de Mira, constituída por xistos argilosos, o complexo vulcano-sedimentar, constituído por piroclastos, tufos vulcânicos, brechas vulcânicas, escoadas de basaltos e intrusões magmáticas, e a formação de Picavessa, constituída por calcários e brechas com fósseis de corais e de gastrópodes.



1. Seleccione a alternativa que preenche, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correcta.

A Rocha da Pena apresenta a Sul material com comportamento _______, originando deformações em anticlinal, que evidenciam a acção de forças _______.
(A) dúctil (…) compressivas.
(B) dúctil (…) distensivas.
(C) frágil (…) compressivas.
(D) frágil (…) distensivas.

2. Seleccione a alternativa que preenche, sequencialmente, os espaços seguintes, de modo a obter uma afirmação correcta.

As falhas 1 e 2 representadas na Figura 2 são _______ e o seu plano de falha define-se pela direcção e _______.

(A) inversas (…) pela inclinação.
(B) normais (…) pelo rejecto.
(C) normais (…) pela inclinação.
(D) inversas (…) pelo rejecto.

3. Seleccione a alternativa que permite obter uma afirmação correcta.

As formações calcárias da Rocha da Pena apresentam um modelado que é devido…

(A) ao facto de a água da chuva adquirir menor acidez ao atravessar as diferentes camadas da atmosfera.
(B) a um processo lento e natural de abertura de fracturas através da dissolução do carbonato de cálcio.
(C) ao enriquecimento dos calcários da formação de Picavessa em dióxido de carbono atmosférico.
(D) à introdução de águas enriquecidas em iões de cálcio no núcleo das deformações em anticlinal.

5. A formação de Picavessa, que constitui as escarpas da Rocha da Pena, apresenta litologias indicadoras de que aqueles materiais tiveram origem em plataformas marinhas carbonatadas de águas quentes, límpidas e pouco profundas.

Explique, utilizando o príncípio das causas actuais, de que modo a presença de fósseis de corais permite deduzir o paleoambiente em que foi originada a formação de Picavessa.


Grupo I
1. Versão 1 – Opção (B)
4. Versão 1 – Opção (A)
Grupo II

1.. Versão 1 – Opção (A)

2. Versão 1 – Opção (C)

3. Versão 1 – Opção (B)

5. A resposta deve abordar os seguintes tópicos:
• a aplicação do princípio das causas actuais permite desenvolver raciocínios sobre acontecimentos passados, utilizando os dados de hoje;
• a presença de fósseis de fácies (fósseis de corais) na formação referida permite inferir o ambiente em que esta foi originada;
• a formação de Picavessa terá, então, sido formada no Paleoambiente descrito, pois é naquele tipo de ambiente que se desenvolvem os corais, na actualidade.

Curiosidades
(Imagens retiradas de:http://imgsoup.com/1/earthquake-fault/)



(Imagem Dunedin, Nova Zelândia tirada de http://www.teara.govt.nz/en/photograph/4354/house-built-across-a-fault)
A casa ficou destruída por um movimento de subsidência em 1979, não tendo ocorrido sismo.
House built across a fault

(Imagem retirada de: http://seismo.berkeley.edu/blog/seismoblog.php/2008/10/14/the-hayward-fault-1)


(Imagem retirada de: https://baynature.org/articles/walking-the-line/)
Hayward's Memorial Park

(Imagem retirada de: http://blogs.kqed.org/science/2014/09/02/napa-quake-forces-redrawing-of-fault-maps/)
Highway lane markings offer highly visible clues to geologists looking for evidence of lateral slip. Scientists noted this fracture on Redwood Road, on Napa's west side. (Craig Miller/KQED)
(Imagens de falhas causadas por sismo na Nova Zelândia retiradas de: http://www.dailymail.co.uk/news/article-1309194/New-Zealand-earthquake-moves-Earths-surface-11ft-right.html)
Taylor Strowger
Quake

DOBRAS
Anticlinal

Um anticlinal é uma dobra com a abertura voltada para baixo.
Sinclinal

Um sinclinal é uma dobra com a concavidade voltada para cima.
Dobra neutra

Dobra cuja abertura não está voltada nem para cima nem para baixo.
O eixo da dobra é vertical.

Fatores de metamorfismo
          Os faOOOs fag

Os fatores de metamorfismo levam à formação das rochas metamórficas.

A temperatura, a pressão, os fluidos de circulação e o tempo, são os principais fatores de metamorfismo.


Temperatura (Calor)

O aumento da temperatura vai provocar um aumento da agitação dos elementos constituintes dos minerais, facilitando por isso as reações químicas. Os minerais apresentam uma temperatura característica de metamorfização e a sua presença numa rocha revela-nos as condições de temperatura a que ela se formou.

As fontes de calor são: o calor interno da Terra, o calor das intrusões magmáticas e o calor proveniente da fricção tectónica.

Pressão

Os efeitos da pressão nas rochas não são tão visíveis quanto os da temperatura, além do mais, são mais lentos.

A pressão litostática é exercida pelas rochas encaixantes, em todas as direções do espaço e aumenta com a profundidade.
A pressão não litostática ou dirigida deve-se à existência de movimentos tectónicos compressivos. Este tipo de pressão leva à formação de minerais de hábito lamelar e alongado, conferindo a textura foliada, comum nas rochas metamórficas.


Fluidos

A água permite a ocorrência de reações, atuando como um catalizador. Ela pode transportar iões em solução que reagem com minerais existentes na rocha original.

Tempo

O tempo geológico de atuação dos fatores de metamorfismo nas rochas, traduzirá o grau de metamorfismo atingido pela rocha.



 
Tipos de metamorfismo         Ooodcsdcdsf
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