segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Biologia ano II - Unicelularidade e multicelularidade

Evolução biológica

Duas questões fundamentais:

Como terão surgido os seres multicelulares?

Como terão surgido as células eucarióticas?

Dos procariontes aos eucariontes

Modelo autogénico

Hipótese explicativa para o aparecimento dos eucariontes a partir da evolução gradual de procariontes.
As células eucarióticas surgiram a partir de células procarióticas que desenvolveram sistemas endomembranares a partir de invaginações existentes na membrana plasmática.
Trata-se de uma hipótese pouco aceite pela comunidade científica.
O modelo autogénico não explica a causa nem a forma como se processou a especialização das membranas invaginadas nas células procarióticas.

Modelo endossimbiótico

Hipótese explicativa para o aparecimento das células eucarióticas, a partir células procarióticas, por incorporação de outros procariontes livres e consequente relação simbiótica.

Vídeo - http://highered.mcgraw-hill.com/sites/9834092339/student_view0/chapter4/animation_-_endosymbiosis.html

Argumentos que apoiam o modelo endossimbiótico
  • A simbiose é um processo muito comum no mundo vivo: - por exemplo: a existência de associações entre bactérias e alguns eucariontes (protozoários que vivem em simbiose com bactérias não têm mitocôndrias, mas realizam respiração aeróbia por intermédio delas);
  • a semelhança das mitocôndrias e dos cloroplastos com seres procariontes:
- material genético semelhante entre procariontes e eucariontes;
- a forma, o tamanho, as estruturas membranares, os ribossomas, o DNA e o tipo de divisão (independente da da célula) das mitocôndrias e dos cloroplastos são características muito semelhantes às encontradas nas células procarióticas.
O modelo endossimbiótico apresenta algumas lacunas, não explicando, por exemplo, a origem do núcleo das células eucarióticas e a forma como o DNA nuclear gere o funcionamento das mitocôndrias e dos cloroplastos.

Vídeos

http://www.youtube.com/watch?v=KRs77NlysQ0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=q71DWYJD-dI


Origem da multicelularidade

Ao longo da evolução biológica, os seres vivos que apresentavam maior tamanho tinham maior hipóteses de sobrevivência.
Quanto maior fosse o organismo unicelular, maior seria a sua capcidade de capturar alimentos.
Mas o aumento progressivo de um organismo unicelular torna-se incomportável em termos biológicos.
Há medida que as dimensões de um organismo aumentam, diminui a sua relação área/volume, ou seja, a sua superfície não aumenta à mesma taxa que o volume.


A verdadeira multicelularidade, apenas presente em seres eucariontes, caracteriza-se por uma associação de células em que há interdependência estrutural e funcional entre elas. Geralmente existe igualmente uma diferenciação celular e tecidular a ela associada.
Em células eucarióticas existe frequentemente uma relação colonial, que pode ser considerada a origem da multicelularidade.

Exemplo: - Colónia de Volvox

Forma uma esfera oca, envolvida numa camada monoestratificada de mais de 1000 células biflageladas. Estas células são somáticas, não intervindo na reprodução. Esta função está reservada a células maiores, que, assexuadamente, se dividem e originam colonias filhas. A reprodução sexuada também é possível.

Assim, nas colónias de Volvox as células são estruturalmente dependentes, mas não há verdadeira diferenciação celular, pelo que não podem ser consideradas seres vivos pluricelulares.

No entanto, admite-se que este tipo de seres vivos coloniais possam ter estado na origem de algas verdes pluricelulares e os argumentos são a existência do mesmo tipo de clorofila, a e b, do amido como substância de reserva e a parede celular de celulose.


Vantagens da multicelularidade
  • Permitiu maior diversidade de formas e funcionalidades possibilitando uma adaptação a diferentes ambientes;
  • Os seres de maiores dimensões sobreviveram sem comprometer as trocas com o meio externo, pois surgiram células ou órgãos especializados na realização dessas trocas; este tipo de especialização permitiu a colonização de meios ambientes considerados hostis;
  • Aumentou a eficácia na utilização de energia (devido à especialização) com redução da taxa metabólica;
  • Passou a existir maior independência em relação ao meio externo, uma vez que os vários órgãos passaram a contribuir para a manutenção do meio interno em condições favoráveis à vida;
  • O aumento da dimensão dos seres vivos favoreceu a competição pelo alimento.

EVOLUCIONISMO E FIXISMO

O fixismo era uma teoria que defendia que os seres vivos eram imutáveis ao longo do tempo e que eram independentes quanto à sua origem.

Existem duas correntes de pensamento fixistas o espontaneísmo e o criacionismo.

Espontaneísmo

Teoria defendida principalmente por Aristóteles (séc. IV A.C.).

Explicava que a vida podia surgir por geração espontânea, a partir de matéria inerte, por ação de um "princípio ativo".


Criacionismo

Defende que a origem da vida e a diversidade biológica tem origem divina.
Segundo o criacionismo o mundo vivo apresenta tantas espécies quantas as que saíram da mão de Deus num ato único de Criação. Posteriormente, as espécies mantiveram-se fixas e imutáveis.

Naturalistas como Lineu (séc. XVIII) foram grandes adeptos do Criacionismo.

Para combater as primeiras ideias transformistas, que se baseavam por exemplo no aparecimento de fósseis (evidenciavam que os seres vivos se extinguiam e a existência de seres que não existem atualmente)surge uma explicação fixista e criacionista, o catastrofismo de Cuvier (séc. XVIII). Para este naturalista, durante a história da Terra houve cataclismos, como o dilúvio bíblico, que destruíram a fauna e a flora dessas épocas. Posteriormente dar-se-ia a recolonização dessas regiões por animais e plantas provenientes de outros locais. Estes acontecimentos justificavam as descontinuidades observadas no registo fóssil.
(In: http://www.babelio.com/livres/Vienot-Georges-Cuvier; 09-12-2015)

(In:http://pt.slideshare.net/beaduro/lesson-17-beginning-of-evolurionary-theories, 09-12-2015)

Vídeo de:https://www.reseau-canope.fr/tdc/tous-les-numeros/darwin-et-le-darwinisme/videos/article/cuvier-et-la-catastrophisme.html, 09-12-2015)

Evolucionismo

A partir do século XIX, uma série de pensadores passou a admitir a ideia da substituição gradual de espécies. Esta corrente de pensamento, transformista, que lentamente foi ganhando adeptos, explicava a adaptação como um processo dinâmico, ao contrário do que propunham os fixistas.

Vídeo - Lamarck o transformista
https://www.reseau-canope.fr/tdc/tous-les-numeros/darwin-et-le-darwinisme/videos/article/cuvier-et-la-catastrophisme.html




Século XIX - um século em mudança

- Os astrónomos argumentam que a Terra não é o centro do Universo.
- Newton elabora explicações matemáticas para o movimento dos planetas.
- Os descobrimentos marítimos trouxeram para a Europa grande diversidade de animais e plantas até aí desconhecidos.
- Através dos geólogos Hutton e mais tarde Leyll apareceu o Uniformitarismo, com o princípio das causas atuais e com o gradualismo.
- A existência de lacunas estratigráficas, permitiu justificar a ausência de formas fósseis intermédias.
- Erasmus Darwin (avô paterno de Charles Darwin) expõe em Inglaterra as primeiras ideias transformistas.

Vídeo dos contributos da Geologia 
https://www.youtube.com/watch?v=o_wmulBtWlk&list=PLuwoDzE9Ix5M4F5RX5x3wBTCtzonjMeZ8

Lamarckismo

Em 1809, o francês Jean Baptiste Pierre Antoine de Monet, cavaleiro de Lamarck propôs uma teoria para explicar a evolução dos seres vivos.

Segundo Lamarck, uma alteração no meio ambiente provocaria nas espécies necessidade de se modificarem, o que levaria à evolução.



Lamarck baseou a sua teoria em dois princípios fundamentais:

- a lei do uso a desuso - quanto mais uma parte do corpo ou órgão é usada, mais esta se desenvolve; o contrário também se verifica, se certas partes do corpo ou órgãos não são usadas enfraquecem, atrofiam chegando até a desaparecer.

- a lei da herança dos caracteres adquiridos - qualquer animal poderia transmitir aos seus descendentes as novas características que se atrofiavam pelo desuso ou se desenvolviam pelo uso.
Darwinismo

Charles Darwin (1809 - 1882) foi um naturalista britânico que alcançou fama ao propor uma teoria para explicar como ocorre a evolução das espécie através da seleção natural.

Darwin sempre manifestou um grande interesse pela história natural. Começou por estudar medicina, mas como não o cativava, acabou por estudar Teologia.

Realizou uma viagem de cinco anos a bordo do HMS Beagle 

que lhe permitiu obter informação importantíssima para a 

construção da teoria da Seleção Natural.


As observações que Darwin fez da natureza ao longo da sua 

viagem, desde a grande diversidade de seres vivos, aos 

vulcões em erupção,  às variações climáticas ao longo 

da latitude, aos vestígios fósseis, à fauna 

flora das Galápagos.... levaram-no a construir 

teoria da Seleção Natural.



Escreveu o livro, "A Origem das Espécies(On the Origin of 


Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of 

Favoured Races in the Struggle for Life), onde descreveu 

a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio 

de seleção natural.



Vídeo de:https://www.reseau-canope.fr/tdc/tous-les-numeros/darwin-et-le-darwinisme/videos/article/cuvier-et-la-catastrophisme.html, 09-12-2015)

Alfred Russel Wallace (1823 — 1913) foi um naturalista, 

geógrafo, antropólogo e biólogo britânico.

Wallace escreveu um ensaio no qual praticamente definia as

 bases da teoria da evolução

e enviou-o a Charles Darwin, com quem mantinha 

correspondência, incentivando-o,

 deste modo, a publicar a sua obra "A Origem das Espécies".
bookjacket
(In: http://press.princeton.edu/titles/7109.html, 09-12-2015)


Argumentos de Darwin

http://www.evolution-of-life.com/en/observe/video/fiche/darwin-on-the-evolution-trail.html


Dados que levaram Darwin a construir a teoria da seleção natural 

Dados da Geologia

Darwin apoiou-se nos dois princípios do geólogo Charles Lyell (1797-1875): 
as leis naturais são constantes no tempo e no espaço e o presente é a chave do passado. 
Assim, Darwin conclui que tal como acontecia na geologia, também os seres vivos deviam
 ter evoluído de forma lenta e gradual.
Durante a sua viagem no Beagle, Darwin observou erupções vulcânicas e diversos fósseis 
(alguns de animais marinhos nos Andes, permitindo-lhe deduzir que aquele local já havia 
estado submerso, verificando por isso que as mudanças geológicas são lentas e graduais).

Dados da Biogeografia

Durante a sua viagem no Beagle, Darwin visita as ilhas Galápagos.
Neste arquipélago Darwin observou e estudou atenciosamente tentilhões, lagartos e 
tartarugas. Reparou então que apesar destes animais possuírem algumas características 
diferentes, especializadas para diferentes condições ambientais (água, alimentos, clima,...),
 todos eram muito semelhantes entre si. Esta observação permitiu-lhe deduzir que os 
animais observados tinham um ancestral comum a partir do qual divergiram e
 diferenciaram-se de acordo com o ambiente em que viviam.

Seleção artificial

Darwin foi columbófilo, tendo constatado que através da selecção artificial conseguia 
obter, através de cruzamentos programados, ao fim de algumas gerações, as características
 desejadas nos pombos. Deste modo, Darwin concluiu que, se ele consegui selecionar
 de forma artificial as características pretendidas nos pombos, também a Natureza, 
de forma mais lenta, conseguia selecionar os indivíduos melhor adaptados aos diversos
 ambientes, chamando-lhe, a selecção natural.

Variabilidade intraespecífica

Darwin apercebeu-se que os indivíduos da mesma espécie aperesentam variações entre eles.
Estas variações vão sendo progressivamente selecionadas de acordo com o meio ambiente.

Crescimento da população humana

Darwin apoiou-se nos estudos de Malthus sobre o crescimento da população humana.
Segundo Malthus, demógrafo e economista, a população humana aumenta de forma mais 

rápida (geometricamente) do que a produção de alimentos (aritmeticamente).

Darwin aplicou este estudo para todos os seres vivos, considerando que o crescimento das 
populações era exponencial até as condições ambientais assim o permitirem.


Teoria da seleção natural

Como justificar o pescoço comprido das girafas

As ancestrais das girafas, de acordo com o registo fóssil, tinham pescoço mais curto.
Para Darwin havia variações no comprimento do pescoço  da população de girafas 
ancestrais.
Havia girafas com pescoços mais longos e estas alcançavam o alimento dos ramos 
mais altos das árvores. Assim, estas eram mais aptas, pois tinham mais possibilidade 
de sobreviver e deixar descendentes, havendo uma reprodução diferencial.
seleção natural, privilegiando os indivíduos de pescoço mais comprido durante 
milhares de gerações, é responsável pelo pescoço longo das girafas atuais.
As girafas de pescoços mais curtos, como não chegavam facilmente ao alimento, foram
 progressivamente eliminadas da população.


Simulador de Seleção Natural de insetos


Simulador de seleção natural de coelhos

http://www.youtube.com/watch?v=F-2_XdCcx4g&feature=related


Lamarckismo vs Darwinismo


Argumentos do evolucionismo

Anatómicos

Baseiam-se em estudos de anatomia comparada, que realça as semelhanças e as
 diferenças das estruturas anatómicas dos indivíduos.

Órgãos homólogos - apresentam o mesmo plano de organização interna e de 

desenvolvimento embrionário, apresentando um ancestral comum.
                               - formam-se por evolução divergente, ou seja, por adaptação a 

ambientes diferentes. Os organismos sofrem pressões seletivas diferentes ao longo

do tempo.
                               - Exemplo: braço do Homem e membro anterior do cão.

Órgãos análogos - não apresentam qualquer semelhança na organização interna logo 

não apresentam ancestral comum.
                                - formam-se por evolução convergente, ou seja, por adaptação a 

ambientes semelhantes. Os organismos sofrem pressões seletivas semelhantes 

adquirindo estruturas com a mesma função.

                                - Exemplo: asas dos insetos e das aves.
Órgãos vestigiais - vestígios de órgãos que já foram desenvolvidos no passado.

                                - Exemplo: o cóccix humano e os dedos laterais dos cavalos.

(Estruturas vestigiais em: http://www.scb.org.br/artigos/FC05.asp)


Paleontológicos

Baseiam-se na análise e na interpretação de fósseis.
Os fósseis de transição correspondem a fósseis de seres vivos que apresentavam

características de dois ou mais grupos atuais, permitindo assim comprovar a existência 

de evolução divergente. Assim sendo, os seres vivos atuais não são independentes 

quanto à sua origem.

Exemplos:
Archeopteryx - possuía características de aves (penas e bico) e réptil (cauda e dentes).

Ichthyostega - possuía características de peixes (barbatana dorsal) e vertebrados

terrestres (patas e pulmões).

Pteridospérmicas - eram fetos com sementes.

Exercício de Exame Nacional - 2003 1ªF, 1ªCh, Grupo I

Bioquímicos
Baseiam-se:
- na semelhança existente entre os compostos químicos orgânicos 

(ex: no número, sequência e tipo de aminoácidos das proteínas);

Citocormo C: http://www.netxplica.com/exercicios/bio11/citocromo.c.htm

    - nas reações de hibridação entre moléculas de DNA;    

    - nas vias metabólicas comuns (ex.: síntese de proteínas, processos respiratórios 

e modos de atuação das enzimas);

    - na universalidade do código genético e do ATP como energia biológica utilizada 

pelas células;

    -nas reações sorológicas, em que se comparam as proteínas, através de reações 

específicas entre antigenes e anticorpos, por mecanismos de aglutinação.


Citológicos

Argumento que mostra que todos os seres vivos são constituídos pelas mesmas 

unidades básicas: as células.

A uniformidade dos processos e mecanismos celulares permitem-nos deduzir que existe

uma unidade evolutiva (ex: as semelhanças entre as estrutura das membranas celulares 

e os processos de divisão celular).

NEODARWINISMO

A teoria Neodarwinista completa a teoria da seleção natural de Darwin, pois consegue 

explicar as causas da variabilidade intraespecífica que Darwin não conseguia explicar.

A variabilidade tem assim duas causas:

- a ocorrência de mutações - são a fonte primária da variabilidade genética; são 

responsáveis pela introdução de "novidade genética".
- a recombinação de genes - pode ocorrer durante a meiose, aquando do 

crossing-over na profase I e da separação dos cromossomas homólogos na anáfase I;

                                               - pode ocorrer durante a fecundação com a junção de 

gâmetas ao acaso.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Biologia ano II - Crescimento e renovação celular

Caracterização do DNA e RNA

DNA

O DNA é uma molécula em cadeia dupla formada por nucleótidos de timina, adenina, guanina e citosina.

Constituição de um nucleótido:
  • uma base azotada - A-adenina, G-guanina, C-citosina, T-timina;
  • uma pentose (desoxirribose);
  • um grupo fosfato.
Ligação entre nucleótidos

A ligação entre dois nucleótidos é uma ligação fosfodiéster e é feita do seguinte modo:

ligação do grupo químico hidroxilo (OH) ligado ao carbono 3 da pentose de um nucleótido, com o grupo fosfato do nucleótido seguinte, ligado ao carbono 5 da pentose deste.

Assim a ligação entre nucleótidos faz-se no sentido de 5' para 3'.




À descoberta da estrutura do DNA

Regra de Chargaff

Erwin Chargaff; após inúmeros estudos da composição do DNA em diversos tecidos e várias espécies, concluiu que a ocorrência das quatro bases no DNA obedece às relações A = T e C = G.



Rosalind Franklin

Através da interpretação de diagramas de difração de raios-X através de DNA cristalizado (figura abaixo) descobriu-se que o DNA tinha a forma de uma dupla hélice.
(In: http://en.wikipedia.org/wiki/Rosalind_Franklin)








Exercícios de aula

1. Sabendo que, numa determinada molécula de DNA existem 16200 nucleótidos, sendo 3400 de timina, determina a quantidade de:

- moléculas de desoxirribose _______________; 
- nucleótidos de adenina _______________; 
- grupos fosfato _______________;
- nucleótidos de uracilo _______________; 
- nucleótidos de citosina _______________; 
- bases azotadas _______________;
- nucleótidos de guanina; _______________; 
- moléculas de ribose _______________.



2. A percentagem de bases numa das cadeias de uma determinada molécula de DNA é de: A = 34% e G = 15%.

2.1. Indica a percentagem de:

- bases T + C na cadeia complementar da molécula de DNA.

- bases T + C na mesma cadeia da molécula de DNA.


3. Completa o seguinte esquema referente a uma molécula de DNA.







Replicação Semiconservativa


Experiência de Meselson e Stahl






Composição e estrutura do RNA - Ácido ribonucleico

RNA (ARN em português) significa ácido ribonucleico.
Tal como o DNA, também é formado por nucleótidos.

Constituição de um nucleótido de RNA:
  • um grupo fosfato;
  • uma pentose (a ribose);
  • uma base azotada - C-citosina, G - guanina, A - adenina e U uracilo (em vez de timina como no DNA). O uracilo é considerada uma base de anel simples, que estabelece duas ligações de hidrogénio com a adenina.
Tipos de RNA
  • RNA mensageiro (RNAm) - Forma-se no núcleo por transcrição de uma determinada sequência de DNA (gene) e migra para o citoplasma para ser traduzido em proteínas.
  • RNA de transferência (RNAt) - Tem como função, transportar os aminoácidos para a síntese proteica até ao ribossoma.
  • RNA ribossómico (RNAr) - É constituído por duas subunidades de tamanhos diferentes e é o local onde ocorre a tradução da linguagem nucleotídica para proteica.


Características do código genético

  • Universalidade
  • Redundância
  • Não é ambíguo
  • O 3º nucleótido do codão não é tão específico
  • AUG - codifica o a.a. metionina e é o codão de iniciação
  • UAA, UAG e UGA são codões "stop" (de finalização)

Exercício




Exercícios de aula

1. O esquema seguinte representa uma cadeia de DNA (com os seus nucleótidos), uma cadeia de RNAm e os RNAt, com os respetivos aminoácidos.


1.1. Transcreve a cadeia de DNA representada.

1.2. Identifica os anticodões representados.

1.3. Traduz a mensagem do RNAm.


2. O esquema seguinte refere-se à transcrição e tradução.



2.1. Completa as letras do esquema.





Ciclo celular

O ciclo celular consiste num conjunto de transformações que ocorrem desde que a célula se forma, até que esta se divide para formar duas células filhas geneticamente iguais.
Na imagem observam-se as alterações ao nível dos cromossomas ao longo do ciclo celular.
 

Estrutura dos cromossomas

No esquema visualiza-se a relação entre o DNA e  os cromossomas. Os nucleossomas são constituídos por DNA associado a proteínas, as histonas.

 
 
 
Diferentes níveis de condensação do DNA.

(1) Cadeia simples de DNA . (2) Filamento de cromatina (DNA com histonas). (3) Cromatina em interfase. (4) Cromatina condensada em profase. (Existem agora duas cópias da molécula de DNA) (5) Cromossoma em metafase.

 
Quando 2 moléculas de DNA estão ligadas pelo centrómero, chamamos a cada uma delas, cromatídeo, e dizemos que o cromossoma está duplicado.

Quando a molécula de DNA (e as proteínas) não está ligada a outra, dizemos que o cromossoma não está duplicado.

 
Compactação e replicação do DNA - http://www.youtube.com/watch?v=omsutW84Qm0


Fases do ciclo celular

Um ciclo celular é formado por duas etapas:
- a interfase, a fase mais longa do ciclo, onde ocorrem as etapas G1, S e G2.
- a fase mitótica, constituída pela mitose e citocinese.


 
Fases da mitose
Prófase
É etapa inicial do processo de divisão mitótica das células.
Caracteriza-se por alterações celulares que,no geral, se podem resumir a três etapas:
                - organização e compactação da cromatina nuclear, formando os cromossomas;
                - desaparecimento do nucléolo;
               - deslocamento dos centrossomas para polos opostos das células, onde integrarão o fuso acromático. (Os centrossomas localizam-se próximo do núcleo, onde são organizados os microtúbulos. Em células animais, cada centrossoma tem um par de ce ntrío los envolvidos por uma região onde os microtúbulos se ligam.)
Microtúbulos proteicos - São estruturas tubulares microscópicas formadas por polímeros de uma proteína. a tubulina; os microtúbulos são constituintes do citoesqueleto e formam o fuso acromático.
Metáfase
 
- formação e desenvolvimento do fuso acromático;
- alinhamento dos centrómeros ao centro da célula;
- formação da placa equatorial.
 
Anáfase
 
- clivagem dos centrómeros;
- os cromossomas formados por um cromatídio migram para os polos da célula.
 
Telófase
 
- reconstituição do invólucro nuclear;
- reaparecimento dos nucléolos;
- início do estrangulamento mediano nas células animais, que originará a separação das células filhas.









Citocinese em células animais e vegetais
Nas células animais, na zona equatorial da membrana citoplasmática, perpendicularmente ao eixo do fuso acromático, dispõe-se um anel contráctil de filamentos proteicos. A contração desta estrutura gera um estrangulamento na célula, formando-se um sulco de clivagem que se aprofunda progressivamente, separando-se duas células independentes.

Nas células vegetais, devido à presença de uma parede celular rígida, o processo de citocinese não pode ocorrer por estrangulamento.
Na zona mediana da célula, começam a acumular-se vesículas provenientes do complexo de Golgi. A acumulação progressiva destas vesículas, do centro em direção à periferia, origina o  fragmoplasto, constituindo a primeira separação entre as células-filhas. Sobre esta estrutura, irá depositar-se celulose, formando-se assim duas novas paredes celulares, uma de cada lado do fragmoplasto, que passará a formar a lamela mediana entre duas células adjacentes independentes. A membrana plasmática de cada uma das células filhas é formada a partir da fusão das membranas das vesículas de Golgi.
 
Vídeos sobre mitose
 
 
Regulação do ciclo celular
O ciclo celular pode parar em determinados pontos e só avança se determinadas condições se verificarem, tais como a presença de uma quantidade adequada de nutrientes ou quando a célula atinge determinadas dimensões.
Certas células, como os neurónios, param de se dividir quando o animal atinge o estado adulto, mantendo-se durante o resto da vida do indivíduo na fase G0.
Existem três momentos em que os mecanismos de regulação atuam:
  • Na fase G1
    • No fim desta fase existem células que não iniciam um novo ciclo ou que não estão em condições de o fazer, essas células permanecem num estágio denominado G0.
As razões para a célula passar para o estádio G0 podem ser:
        - Células que não se dividem mais, essas células permanecerão neste estágio até a sua morte, são exemplos os neurónios e as células das fibras musculares.
        - Células que não obtiveram a quantidade de nutrientes necessária;
        - Células que não atingiram o tamanho requerido.
  •     No final de G1, a célula entra em apoptose celular, caso sejam detetados erros no DNA impossíveis de reparar.
  • Na fase G2
    • Antes de iniciar-se a mitose existe outro momento de controlo - caso a replicação do DNA não tenha ocorrido corretamente o ciclo pode ser interrompido e a célula volta a iniciar a fase S.
  • Na metáfase
    • No final da metáfase evidencia-se mais um mecanismo de regulação responsável pela verificação da ligação do fuso acromático com os cromossomas, de forma a que os cromatídeos migrem corretamente para os polos.
 
 
 

  

Diferenciação celular
É o processo pelo qual as células vivas se "especializam" para realizar uma determinada  função. Esta especialização acarreta não só alterações da função, mas também da estrutura das células.

Regeneração de tecidos em anfíbios
 
A vida inicia-se pela fecundação de um óvulo por um espermatozoide, com formação da primeira célula, o ovo ou zigoto, que inicia o processo de divisão até chegar à fase de oito células, na qual recebem a denominação de células-tronco totipotentes.
 
 
Durante a diferenciação, alguns genes são ativos enquanto outros são silenciados e essa definição depende de cada tecido.
Por exemplo, uma célula do fígado, não tem as mesmas funções bioquímicas de uma célula nervosa.

Controlo da expressividade
Regulação génica



Exame nacional BG 2011 2ª Fase - GRUPO II -





Biologia ano II - História da descoberta do DNA



Como explicar a grande diversidade de seres vivos na Natureza?

"O segredo da vida"




A história da descoberta do DNA
Localização do DNA em células procarióticas e eucarióticas

Em 1928 o cientista Frederick Griffith descobriu o Princípio Genético da Transformação, que posteriormente ficou conhecido como DNA.

Experiência de Griffith
http://www.youtube.com/watch?v=vQOdDGM5vSg&feature=related

Experiência de Avery
http://www.youtube.com/watch?v=B1iJ5PmlT2Y

Experiência de Hershey e Chase
http://www.youtube.com/watch?v=YG3d77SRWZI&feature=related


Universalidade e variabilidade da molécula de DNA

O ácido desoxirribonucleico (ADN, em português: ácido desoxirribonucleico; ou DNA, em inglês: deoxyribonucleic acid) é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos. O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a construção das proteínas e RNA's.

Os segmentos de ADN que contêm a informação genética são denominados genes. As sequências restantes de ADN têm importância estrutural ou estão envolvidas na regulação do uso da informação genética.